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CRÍTICA – Marty Supreme (2025)

Um sonho improvável em uma Nova York hostil

Em Marty Supreme, acompanhamos Marty Mauser (Timothée Chalamet), um jovem azarão que sonha em se tornar um grande jogador profissional de tênis de mesa. No entanto, para alcançar esse objetivo, ele precisa atravessar o oceano e, principalmente, encontrar meios financeiros para isso. Ambientado em uma Nova York dos anos 50, o filme deixa claro desde o início que essa jornada não será fácil. Ainda assim, Marty se mostra disposto a ir além dos limites — inclusive legais — para provar seu valor.

Quando a premissa simples se transforma em caos

À primeira vista, a proposta pode parecer convencional. Contudo, é justamente essa expectativa que o longa faz questão de subverter. Narrativamente, Marty Supreme constrói uma escalada constante de situações inesperadas, lembrando diretamente After Hours, de Martin Scorsese. Aos poucos, pequenos acontecimentos — quase sempre provocados pelas próprias escolhas impulsivas de Mauser — se acumulam como um efeito dominó. Como resultado, a narrativa se torna cada vez mais absurda, imprevisível e, sobretudo, envolvente.

Josh Safdie e o ritmo da imprevisibilidade

Nesse contexto, Josh Safdie conduz o filme com precisão, equilibrando humor, tensão e irrealidade. Além disso, a sucessão de decisões equivocadas transforma conflitos simples em situações de grande impacto narrativo. Dessa forma, o ritmo imprevisível sustenta o interesse do espectador do início ao fim. Paralelamente, Timothée Chalamet entrega uma de suas performances mais marcantes. A caracterização — com cicatrizes de acne, marcas de expressão acentuadas e óculos grossos — ajuda a afastar a imagem do astro, reforçando a sensação de autenticidade. Não por acaso, o trabalho rendeu ao ator o Globo de Ouro, conquistado no último domingo (12).

Um elenco coadjuvante à altura

Além da performance central, o elenco de apoio também merece destaque. Gwyneth Paltrow interpreta Kay Stone com segurança e presença marcante. Enquanto isso, Odessa A’zion assume o papel de Rachel Mizler, o interesse amoroso mais próximo de Marty. Por fim, Tyler, The Creator surpreende positivamente em sua estreia como ator, no papel de Wally, funcionando como uma grata adição ao conjunto.

Fantasia, persistência e afirmação

Apesar do tom fantasioso, Marty Supreme é, acima de tudo, um filme profundamente humano. A obra aborda a persistência diante da rejeição e a recusa em abandonar um sonho, mesmo quando a sociedade aponta insistentemente para o caminho oposto. Quando Marty se define como “o pesadelo de Hitler”, o personagem passa a simbolizar a vitória da existência sobre a opressão. Nesse sentido, o longa fala sobre provar valor — para os outros e para si mesmo. Com fotografia íntima e ritmo envolvente, o filme revela até onde alguém pode chegar quando acredita, sem limites, que nasceu para a grandeza.

O longa estreia nos cinemas brasileiros: 22 de Janeiro.

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