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Não é o Esquadrão Suicida da Marvel, e isso é bom

Chegou aos cinemas Thunderbolts* — o mais novo capítulo do Universo Cinematográfico Marvel. Mas será que a equipe de anti-heróis cumpre o que promete? Será que a comparação com o Esquadrão Suicida é justa? Vamos descobrir.

Sinopse

Presos em uma armadilha mortal, uma equipe nada convencional de anti-heróis embarca em uma missão arriscada que os força a confrontar os cantos mais sombrios de suas vidas — e de si mesmos.

Feijão com arroz bem temperado

Thunderbolts* é a maior prova de que nem todo filme da Marvel precisa ser épico ou revolucionário para funcionar. Quando se tem uma proposta clara e bem executada, até o “feijão com arroz” pode ser saboroso — e aqui, é exatamente o caso.

O longa sabe que não é um novo Vingadores: Ultimato, e nem tenta ser. Ao abraçar um tom mais contido e intimista (com toques de humor e ação na medida certa), ele entrega uma experiência sólida e divertida.

Florence Pugh brilha — de novo

Florence Pugh assume com propriedade o protagonismo como Yelena Belova, a nova Viúva Negra. Ela domina a tela com carisma, timing cômico e química com o restante do elenco — principalmente com o Sentinela.

Falando nele: Lewis Pullman surpreende como o Sentinela, trazendo humanidade, humor e intensidade ao personagem. As interações dele com Yelena e o Agente Americano (Wyatt Russell) são pontos altos do filme — especialmente os momentos de tensão entre os dois homens.

Quem não entrega

Por outro lado, alguns personagens parecem deslocados. Sebastian Stan retorna como Bucky Barnes, mas sua presença é quase irrelevante — preso em um ciclo repetitivo que não oferece nada de novo. O mesmo vale para o Guardião Vermelho de David Harbour: embora arranque risadas em certos momentos, seu humor cansativo e postura caricata tornam o personagem desgastado.

Julia Louis-Dreyfus retorna como Valentina Allegra de Fontaine, consolidando seu papel como a “Nick Fury” dos bastidores. Ainda que tenha pouco tempo de tela, sua presença dita o tom político do grupo.

Contudo, alguns personagens acabam ficando ofuscados por falta de desenvolvimento — especialmente Fantasma (Hannah John-Kamen) e Treinadora (Olga Kurylenko), que mais uma vez são subutilizadas.

Temas, diversão e encerramento digno

O filme surpreende ao trazer bons temas à mesa — como responsabilidade, legado e redenção — ainda que de maneira sutil. E, apesar de não ser uma superprodução ambiciosa, Thunderbolts* entrega uma resolução satisfatória para o arco do Vácuo, sem depender de grandes reviravoltas ou cenas pós-créditos bombásticas.

Veredito

Thunderbolts* (ou Novos Vingadores*, para alguns) é um filme divertido e honesto consigo mesmo. Não tenta reinventar a roda — e é exatamente por isso que funciona. Com ótimas atuações, principalmente de Florence Pugh e Lewis Pullman, e um roteiro coeso, é mais uma boa adição ao catálogo da Marvel. Pode não ser memorável, mas com certeza é agradável.

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