A franquia slasher, mais amada dos anos 90, está de volta. Pânico 7 estreia nos cinemas como capítulo mediano e não faz jus ao legado dos filmes anteriores.
Na trama, quando um novo Ghostface surge na pacata cidade onde Sidney Prescott reconstruiu sua vida, seus medos mais sombrios se tornam reais enquanto sua filha se torna o próximo alvo do assassino.
Após a demissão de Melissa Barrera e a saída de Jenna Ortega e Christopher Landon, a Spyglass decidiu seguir adiante com o projeto, agora sob direção de Kevin Williamson que agora está na cadeira de diretor, para entregar um filme de nostalgia vazia, onde parece que a reunião desse personagem nem tem a cara de Pânico.
O roteiro foi assinado por Williamson e Guy Busick. tem diálogos terrivelmente engraçados, quase como se fosse paródia. Bom exemplo: “Vem até a sua casa para poder usar minha faca”, diálogo proferido pelo Ghostface nessa obra.
Os “novos personagens” não são, mas parecem estereótipos ambulantes do que anteriormente referenciava. Tatum (Isabel May), filha de Sidney, é mais sofrível, e percetível. Ela tenta dar emoção, fica se referindo a situações, era para torcer para ela sobreviver e o provável espectador torce para ela morrer, tão genérica, sem personalidade.
Sidney retorna com destaque merecido, ver o retorno dela e de se preencher a tela a cada momento em que ela aparece e respiro os absurdos passar na execução do longa, diferentes dos capítulos anteriores, ela mais observadora realmente vai para a ação, fazendo assim situações em que ela tomaria a iniciativa ficam de escanteio.
O maior problema desse filme é toda a maneira como ele “tenta” desenvolver um arco sobre traumas reduzindo o tema a uma única conversa expositiva entre Sidney e sua vizinha onde ela diz que foi vítima de relacionamento abusivo, e bem, só isso é trauma, o resto é só Ghostface atacando as vítimas e fazendo o que ele faz de melhor: matar.

Retorno de atores antigos com Matthew Lillard, com Stu bem feito, está nítido que o ator está se divertindo muito com tudo, os exageros, a caricatura são dos raros momentos de diversão. Courteney Cox aparece um pouco e, literalmente, sua pequena participação só faz sentido para uma cena.
Os Ghostfacers aqui são os piores de toda a franquia, superando o anterior. A revelação dos Ghostfacers é uma das piores da franquia: a vizinha de Sidney é um personagem quase invisível, sem presença ou construção. Sua motivação acontece porque a vilã teria um lindo livro baseado na história final girly, e matou seu marido abusivo, e assim ela quer criar nova versão dos acontecimentos do primeiro filme que a matou, e deixando sua vida viva, escrevendo assim até parece interessante, mas no filme é terrível.
Todas as cenas de mortes não são memoráveis e nem pelo menos dão uma tensão. Parecem momentos aleatórios, acaba acontecendo alguma coisa e morrem.
Pânico 7 se sustenta pela nostalgia e fica nisso, é legal ver novamente esses personagens, mas no conjunto da obra acaba sendo frustrante. O que a franquia dentro da franquia “Facada” é Pânico se torna presa em fórmula está se desgastando, quer um divertimento rápido e escapista, veja no cinema, mas nem de longe esse longa teria impacto com anteriores.
