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No final deste mês, chega aos cinemas O Maravilhoso Mágico de Oz – Parte I, uma nova adaptação russa baseada em um livro local inspirado na clássica história de O Mágico de Oz. Mas será que essa releitura faz jus à magia do original? Vamos descobrir.

Sinopse:
Em O Maravilhoso Mágico de Oz – Parte I, a icônica jornada ganha uma nova perspectiva. Ellie (Ekaterina Chervova) e seu fiel cachorro, Totoshka, são levados por um furacão conjurado pela Bruxa Malvada Gingema (Vasilina Makovtseva). Transportados para o país mágico dos Munchkins, Ellie descobre que sua única chance de voltar para casa está nas mãos do poderoso Mágico, na Cidade das Esmeraldas. Seguindo a famosa estrada de tijolos amarelos, ela encontra companheiros igualmente determinados: o Espantalho, que busca um cérebro; o Homem de Lata, que deseja um coração; e o Leão Covarde, que procura coragem. Juntos, enfrentam desafios, forjam amizades e descobrem a força interior necessária para superar obstáculos.

Crítica:
O Maravilhoso Mágico de Oz – Parte I surpreende ao entregar mais do que se esperava de uma produção com um orçamento modesto de 8 milhões de dólares. Os efeitos visuais são competentes, com destaque especial para a caracterização do Leão Covarde, que impressiona em comparação a outras adaptações recentes. Contudo, o ato final do filme deixa a desejar, tropeçando em sua execução e ritmo.

O design de produção, apesar de funcional, poderia ter explorado mais a magia e o brilho que se espera de Oz. Assim como aconteceu com Wicked no ano passado, esta versão carece de uma fotografia mais vibrante e luxuosa, algo que daria mais vida ao universo fantástico.

As atuações seguem o padrão de filmes infantis, com performances caricatas e carregadas de maneirismos teatrais. A versão russa da Bruxa Boa do Sul exemplifica bem esse estilo, mas, curiosamente, não chega a ser irritante e até se adequa ao tom geral da produção.

Por outro lado, o roteiro é onde o filme mais escorrega. Embora seja divertido e funcional no básico, apresenta furos narrativos e inconsistências em sua própria construção de mundo. Além disso, a tentativa de incluir uma crítica às mídias sociais e ao uso de celulares soa forçada e desnecessária, desviando o foco da história principal.

No geral, O Maravilhoso Mágico de Oz – Parte I não é um desastre como poderia parecer à primeira vista. Apesar de seu roteiro brega e alguns tropeços, o filme consegue divertir e entrega uma experiência simples, mas suficiente, para justificar uma sessão descompromissada.

Nota: 5/10

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