“Eu vou contar uma história…”
Nesta última semana chegou ao fim a temporada de O Mágico Di Ó, uma delicada e encantadora remontagem de O Mágico de Oz, agora reimaginada no formato de cordel brasileiro. Mas será que funciona? Vamos descobrir.
Um sopro de frescor no teatro musical
Em meio a tantos musicais importados e reciclados, ter algo genuinamente brasileiro, com identidade própria e cheio de alma, é um verdadeiro refresco para o mundo musical.
O texto de Vitor Rocha é uma joia: ele sabe misturar o cordel ao estilo das canções de maneira harmoniosa, trazendo rimas doces e melodias que remetem a ícones como Luiz Gonzaga. A abertura, em especial, já cativa de imediato com sua leveza e carisma.
Um elenco que abraça a doçura
Com nomes como Luiza Porto, Ivan Parente e Mateus Ribeiro, o musical ganha ainda mais força. O trio — junto ao restante do elenco — abraça a simplicidade e a doçura da história, entregando atuações sensíveis, cativantes e repletas de emoção.
A peça também sabe brincar com as referências ao clássico O Mágico de Oz, adaptando tudo com o jeitinho brasileiro, inserindo elementos da nossa realidade sem jamais perder a magia.
Uma pequena pepita de ouro
O Mágico Di Ó é, sem dúvidas, uma pepita de ouro em meio a tantos musicais pasteurizados. Ele prova que o nosso teatro musical é rico, vibrante e cheio de possibilidades. Graças à genialidade de Vitor Rocha e de toda a equipe envolvida, você sai do teatro apaixonado por Dorotéia e com vontade de ouvir essa história — que, como todo bom cordel, você não sabe bem como começa… nem como termina.
