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Crítica: Novembro (2025)

Um banheiro histórico

“Noviembre” estreia no dia 30 de outubro nos cinemas, dirigido pelo colombiano Tomás Corredor. O longa é uma coprodução internacional da produtora gaúcha Vulcana Cinema com a equipe colombiana. Trata-se de um período específico da história política colombiana, quando o grupo guerrilheiro M-19 entra no Palácio de Justiça e necessitam resistir ao confronto contra as Forças Armadas. Presos em um banheiro, com 35 reféns, durante 27 horas.

Em pouco mais de uma hora de rodagem, o diretor tenta reconstruir esse confronto político e ideológico colombiano. O longa tem como propósito expor o Exército Nacional, seja com o desaparecimento de quem estava nesse banheiro, seja com os crimes de guerra citados pelos guerrilheiros.

A história é interessante, mas o longa só consegue transmitir o medo de todos. Não há um olhar externo, a proposta é acompanhar quem estava preso no banheiro e as inseguridades que haviam. Falta impacto no relato, os textos ao final da rodagem deixam apenas o sentimento de incredulidade. É um longa que relata um evento trágico da história do país sem que o público possa entender o contexto.

Faltou ao filme contextualizar o que levou a essa situação, porque o filme se torna muito restritivo ao público geral. O final perde força e a resolução são com os tradicionais textos “explicando” o que aconteceu depois.

Os dias 6 e 7 de novembro de 1985 vão estar marcados para sempre na história colombiana. É um evento histórico que merece ser contado e lembrado. É um longa interessante para isso, mas faltam muitos dados e pontos de vista que deixariam o filme mais completo.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=9OLDUneMyeU

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