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A sua dose certa de Nerdice

O “Lobisomem” de Leigh Whannell tem boas intenções, mas falha na execução. O roteiro é repleto de conveniências, não sabe aproveitar de forma criativa os cenários em que os personagens se envolvem quando estão diante da ameaça. Ao invés de criar uma solução adequada e surpreendente, que o público não imagine, ele mira no genérico. Os personagens correm para lá e para cá, tendo em vista que estão presos na casa de um caçador e resolvem usar uma faca para se defenderem. O desenrolar da trama é forçado, sendo expositivo ao mesmo tempo em que não diz nada.

O Lobisomem foi sucateado, a caraterização realista e genérica é assustadora em momentos específicos da sua transformação, quando vão para um lado Body Horror. Mas se repetem, e os conceitos ficam bregas. Como toda vez que o personagem fica tonto, a câmera se torna um balança caixão. No início, quando tratam a criatura como um mito o filme consegue lidar de forma mais eficiente criando uma atmosfera tensa. O que é horrivelmente relevante nesta história é o drama familiar superficial, que poderia ter sido mais inspirado para ser uma base sólida. Tenta abordar a masculinidade, traumas e maternidade, só que o texto não faz nem um bom estudo de personagens.

Há momentos de grande tensão, em que o mistério envolta da figura conduz, mas o resultado final é inferior às promessas feitas. Leigh Whannell dirige no modo automático.

NOTA: 4/10

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