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O Homem-Aranha está de volta ao mundo das animações com Homem-Aranha: Amigão da Vizinhança, nova série do Disney+. Mas será que vale a pena embarcar nessa versão alternativa do herói?

Sinopse

A série explora a origem de Peter Parker e seus primeiros dias como o Homem-Aranha, desta vez com Norman Osborn como seu mentor.

Um universo alternativo sem propósito?

Desde o início, Amigão da Vizinhança deixa claro que não faz parte do MCU, o que abre espaço para novas possibilidades. No entanto, de que adianta criar um universo alternativo se ele não é bem aproveitado?

A série acerta ao desenvolver personagens coadjuvantes como Lonnie, que tem um arco interessante, além de construir bem a amizade entre Peter, Harry Osborn e Nico Minoru. As interações entre os três são um dos pontos altos da temporada.

O “elefante na sala”: Norman Osborn como mentor

Vamos encarar a realidade: Norman Osborn, o icônico vilão Duende Verde nos quadrinhos, aqui assume o papel de “Tony Stark” para Peter. Se você aceitar essa premissa, talvez aproveite melhor a série — mas é uma mudança difícil de engolir. No entanto, um ponto positivo inegável é a dublagem de Colman Domingo, que dá um peso impressionante ao personagem.

O problema? O próprio Peter Parker

O maior pecado da série é o protagonista. Peter Parker, que deveria ser o coração da história, acaba jogado para escanteio. Em muitos momentos, ele parece ingênuo demais, quase deslocado dentro da própria narrativa.

Uma redenção tardia

A temporada começa arrastada e exige esforço para continuar. No entanto, tudo melhora no último episódio. A animação evolui, a história ganha fôlego e, pela primeira vez, há um vislumbre de potencial para um futuro melhor.

Vale a pena?

Homem-Aranha: Amigão da Vizinhança sofre com uma animação fraca, um roteiro mal desenvolvido e um Peter Parker desinteressante. Ainda assim, demonstra um lampejo de qualidade nos momentos finais. Pode ser que a próxima temporada corrija os erros, mas, por enquanto, a série deixa muito a desejar.

Nota: 4/10

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