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Nova releitura de um clássico

Uma das coisas que eu mais gosto no trabalho do Guillermo Del Toro é como ele consegue colocar sua identidade nos filmes. Acho muito louvável quando um diretor é capaz de se manter coerente e com personalidade nos seus trabalhos (embora eu ainda não tenha visto todos dele, mas dos que vi, senti que se conversam bem). Nessa nova releitura de Frankenstein, assim como ele fez com Pinóquio, o lado fantástico abre espaço pra reflexões universais e, particularmente, me deixou muito tocado.

Existe uma inversão de papéis sobre quem é o verdadeiro monstro da estória, o que traz uma carga dramática ainda maior. Basicamente, os mocinhos são muito do bem e quem é antagonista é apenas mal, o que pode parecer maniqueísta demais para alguns, porém pra mim não me incomodou, vejo mais como uma assinatura característica dos trabalhos do Del Toro. As atuações são todas excelentes, mas o destaque fica pro Jacob Elordi, que conseguiu me sensibilizar com a inocência de seu personagem, ao mesmo tempo em que transmite força e sabedoria conforme evolui mentalmente (sem contar que sua motivação é muito nobre, torci muito pra que ele conseguisse o que desejava). Também destaco os figurinos e os cenários, é um trabalho impecável e que merece todos os elogios possíveis.

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