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A Pixar prova que ainda sabe fazer animações

Chegou aos cinemas a nova animação da Pixar, Elio, que mostra que a clássica fórmula do estúdio ainda pode funcionar muito bem.

Sinopse: Elio, um garoto azarado com uma imaginação fértil, se vê inadvertidamente teletransportado para o Comuniverso — uma organização interplanetária com representantes de galáxias distantes. Confundido com o embaixador da Terra, ele começa a formar novos laços com alienígenas excêntricos enquanto descobre quem realmente é.

Elio segue a fórmula tradicional da Pixar do início ao fim: um protagonista que se sente deslocado do mundo ao seu redor, que acaba entrando em uma realidade maior do que ele mesmo e precisa, de algum modo, encontrar seu caminho de volta — tanto literalmente quanto emocionalmente.

A animação continua sendo um dos pontos fortes do estúdio. Visualmente, Elio é belíssimo. A construção de mundo é impecável — ainda que fique a sensação de que o Comuniverso poderia ter sido mais explorado. É fascinante ver toda a diversidade de culturas e formas de vida apresentadas.

A relação entre Gordon e Elio é adorável. Você sente que há uma amizade sincera se formando ali, mesmo que demore um pouco para engrenar. É fofo acompanhar o desenvolvimento dos dois.

Já o vínculo com sua tia Olga é mais complicado. Essa relação carece de mais tempo de tela e desenvolvimento. Tudo parece acontecer muito rápido — tanto a introdução dos personagens quanto o surgimento do vilão. O roteiro, nesse sentido, deixa a desejar e carece de profundidade em alguns pontos.

Ainda assim, a Pixar consegue emocionar com uma história simples, mas cativante. Elio é um filme doce, com coração, que fala sobre laços familiares e o verdadeiro significado de ser família.


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