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Uma nova versão do vampiro mais famoso do cinema está chegando à 49ª Mostra de São Paulo, Drácula, só que, desta vez, o longa é dirigido pelo romeno Rude Jude e a primeira adaptação vinda de alguém do país, sendo que a história Cond veio da região. Uma sátira tanto quanto problemática usa segmentos para parodiar a icônica criatura, mas não faz isso muito bem.

Na trama, em uma Transilvânia contemporânea, histórias de vampiros se entrelaçam: caçadas, zumbis, Drácula numa greve, ficção científica com Vlad, romance e contos populares se misturam numa celebração única do mito vampiresco.

Drácula e o tipo de longa não têm medo de criticar ou zombar dos clichês das adaptações anteriores. Utilizando metalinguagem onde o diretor romeno, tenta fazer a primeira adaptação do monstro para seu país, ele utiliza IA com forma para dar vida às suas ideias. Um dos pontos mais atenção é o uso grotesco da IA no filme. Já nos primeiros minutos, somos apresentados a figuras geradas e um show de horrores ainda pelas próprias imagens, e falanda uma piada que é bem engraçado no início, mas e obsceno e isso permeia durante suas longas 2h e 50 min.

O roteiro de Rude Jude, que também dirige, parece que um adolescente esta tentando fazer esquetes “engraçadas” para as redes sociais, as são piadas ruins em sua maioria, principalmente envolvendo o órgão genital masculino, virando um círculo infinito de momentos engraçados e constrangedores. Não se levar a sério é o DNA da produção, que zomba até mesmo da clássica versão de Nosferatu (1922). IA, junto com o diretor, brinca em transformar o clássico filme em um comercial. Em outras situações, o Drácula é mais escanteado. A um segmento sobre história de amor romena com final trágico. Esses momentos realmente não são interessantes em sua execução.

Filmado com iPhone, o longa tem uma estética amadora, mas parece que Rude Jude chamou seus amigos próximos e disse: “O galera, bora gravar um filme sobre o Drácula, mas olha, exatamente sobre ele”. A momentos pavorosos, em que filmagem ruim se junta aos vídeos de IA formados por figuras disformes, dão tom não favorável à produção. Tem algumas vezes que a câmera uns zooms mas parece foi filmado câmera antiga. Teve alguns momentos em que pensei: “O que estou assistindo?”

Os segmentos variam de estilo e qualidade. O diretor não poupa em constrangimento com insinuações e aleatoriedade, ele faz críticas política atual, versões anteriores do Conde Vlad, mistura com texto a todo momento, quer se sentir esperto, e acaba sendo pretensioso em suas escolhas. Ele dá piscadelas ao público, achando que olha com seu subversivo sendo experiência desagradavel.

NOTA: 2/10

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