Uma aula de como fazer live-action
Chega aos cinemas o aguardado live-action de Como Treinar seu Dragão, o primeiro projeto do tipo vindo da DreamWorks. A grande pergunta é: será que vale a pena? Spoiler: vale, e muito.
Sinopse
Na ilha de Berk, um jovem viking chamado Soluço desafia a tradição ao formar uma improvável amizade com um dragão ferido — o carismático Banguela. Quando uma ameaça maior paira sobre todos, essa conexão pode mudar o destino dos vikings e das criaturas aladas para sempre.
Cópia que emociona
Sim, o filme é praticamente um “copiar e colar” da animação original — cena por cena, fala por fala. Mas diferente de tantos outros remakes preguiçosos (olá, Disney), aqui o cuidado é evidente. Isso porque Dean DeBlois, diretor da trilogia animada, também assume o comando da versão live-action — e ninguém entende melhor esse mundo do que ele.
Mason Thames: um Soluço que conquista
Mason Thames entrega uma versão cativante de Soluço. Ele pode não ser o ator mais técnico da sua geração, mas compensa com carisma, entrega emocional e uma conexão visível com o dragão Banguela. Suas interações com Nico Parker, que interpreta Astrid, também funcionam — o contraste entre os dois dá vida à dinâmica clássica da dupla.
Gerard Butler: um Stoico com presença
Gerard Butler está de volta como Stoico, e mesmo que não seja conhecido por sua sutileza, ele impõe respeito. Suas cenas com Mason têm peso dramático e reacendem o conflito central do primeiro filme: tradição versus mudança. E sim, ele ainda faz você ter raiva do personagem — e isso é um elogio.
Banguela: o brilho do CGI
O visual de Banguela é impressionante. O CGI é convincente, fluido e cheio de detalhes, especialmente nas cenas de voo. O primeiro encontro entre Soluço e o dragão é comovente e visualmente deslumbrante — um daqueles momentos que dá vontade de pausar o filme e eternizar a cena em um print. É magia pura.
Um live-action com alma
Como Treinar seu Dragão (2025) é a prova viva de que é possível fazer um live-action fiel ao original, sem perder o coração. O roteiro continua atual, o elenco está comprometido, e o amor pelo material-fonte transborda em cada cena.
É, sem dúvidas, um dos melhores live-actions já feitos — não por reinventar a roda, mas por entender o que torna uma história especial: emoção, cuidado e verdade.
Nota: 9/10
Nos cinemas em 2025
