Depois de uma pequena espera em comparação ao anterior, Avatar Fogo e Cinzas traz novamente o mundo de Pandora aos cinemas com mais cenas épicas de ação e jornada emocional mais ampla. O longa é um espetáculo visual, mas não tão perfeito assim.
Na trama, depois de uma perda devastadora, a família de Jake e Neytiri enfrenta uma tribo Na’vi hostil, os Ash, liderada pelo implacável Varang, à medida que os conflitos em Pandora se intensificam e surgem novos dilemas morais.
James Cameron mostra o quão interessante é esse universo ao apresentar o lado mais selvagem dele ao aprofundar algumas relações. Em Avatar: Fogo e Cinzas, ele, junto à sua equipe, trabalha com primor técnico, mas o roteiro continua sendo o calcanhar de Aquiles desta franquia: diálogos fracos e uma montagem um pouco estranha. O longa é um capítulo morno para a franquia bilionária.
A tribo do fogo traz bom contraponto aos Na’vis amigáveis que já conhecemos. Em sua primeira aparição, a direção nos mostra bem quão cruéis e imprevisíveis são eles. Varang (Oona Chaplin), a líder do clã, tem uma forte presença de tela, mas ao longo do filme ela vai perdendo visibilidade para Coronel Miles Quaritch, que retorna mais uma vez como vilão principal.

O destaque continua sendo Neytiri (Zoe Saldaña), mesmo mais vulnerável em comparação aos outros filmes, com uma construção boa entre sua relação com Spider (Jack Champion). Nesse instante, ela enxerga que ele nunca deu atenção à sua família, um dos momentos mais bonitos na obra.
Os diálogos não são tão bem escritos; eles soam artificiais. Há momentos em que frases de efeito não têm nenhum impacto para a história, sendo instantes vazios, em que mais pioram a obra.
Cameron soube usar o 3D como poucos, à sua maneira, usando essa tecnologia para aplicar a percepção de uma das melhores do ano; a sequência de ação, seja no ar, seja na água, transforma a imersão em Pandora.
O filme tem uma criação de mundo em que tudo é vivo. A duração de 3h15min não é sentida pelo seu ritmo frenético. Arcos ou partes deles são bem incluídos na história. Cinema em sua essência, Avatar: Fogo e Cinzas deve ser visto na tela grande.
