Não posso comentar sobre “Acompanhante Perfeita” sem pisar em ovos, as surpresas do filme residem na experiência de assistir sem ter muito conhecimento prévio. O início apresenta algumas reviravoltas que, seja por elas ou pela forma como são reveladas, contribuem para a imersão na trama. O problema está no excesso de material de marketing, completamente desesperado, e exagera nos trailers.
Acompanhante Perfeita é um romance, com pitadas de suspense e terror, que conta a história de um casal nada convencional, vivenciando uma história de obsessão, aventuras e muitos momentos inusitados.
O filme aborda temas como inteligência artificial, misoginia, objetificação, responsabilidade emocional ou violência psicológica. Claro, tudo de forma simplória, mas evidentes em tela. Com um debate que, apesar de simples, desperta nos personagens e no imaginário do público o até onde isso pode chegar, porém, ao longo do processo, aproveita-se pouco do que foi semeado.
A incorporação da tecnologia no gênero de terror é um desafio, e os filmes que melhor lidam com isso são aqueles que se propõem a discutir o impacto dela no mundo, utilizando os recursos de maneira eficiente. O texto é capaz de inserir instantes divertidos que se mesclam com momentos tensos de maneira funcional. A direção transfere grande parte da responsabilidade para o roteiro, que serve bem para os primeiros 30 minutos, mas vai ficando pobre.
NOTA: 6/10
