O representante da Coreia do Sul no Oscar, A Única Saída, é uma sátira e uma mescla de gêneros em jornada sobre o que o ser humano é capaz de conseguir, independentemente do custo.
Na trama, demitido abruptamente após 25 anos na mesma empresa, um homem desesperado chega aos extremos para eliminar a concorrência pelo emprego que deseja.
Park Chan-wook (Oldboy) entrega trama de exageros e absurdos. A sua crítica sobre o mercado de trabalho é injusta e bem feita, mas o filme patina em abraçar de fato esse tom para virar uma comédia pastelão sobre um homem que quer assassinar seus concorrentes para conseguir um emprego.
O protagonista Man-Su (Lee Byung-hun) é complexo a uma dualidade de sua motivação, mesmo que absurda; ao construir essa jornada sangrenta. O esgotamento psicológico é sentido na tela fica quanto dúbio ele está gostando ou não de ter matado essas pessoas.

Os momentos cômicos perdem o foco na trama. Um bom exemplo disso: A primeira cena de morte, que era para ser tensa, mas parece algo tirado do “Programa do Didi”, quebra totalmente o dinamismo da cena.
Seu desenvolvimento é bem interessante, todos os personagens são bem elaborados, cada um sendo bem apresentado; das vítimas até personagens secundários conseguimos ter background. Isso passa pela carismática esposa (Son Ye-jin) até a filha do casal (So Yul Choi), que, mesmo com pouquíssimas falas, tem papel fundamental na psique do protagonista.
A Única Saída mostra a força do cinema sul-coreano no mercado internacional após a vitória de Parasita em 2020, que arrecadou 4 Oscars. Park Chan-wook acerta na montagem do seu elenco. O longa tem boa experiência, mas carece de melhoria na parte cômica ou de assumir de vez a comédia.
O longa chegas aos cinemas nacionais nesta quinta-feira 22 de janeiro.
