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A força da animação japonesa

Totto-Chan já está rodando cinemas desde 2023 e, somente agora, chega ao Brasil. Distribuído pela Sato Company, o longa estreia nos cinemas neste dia 9 de outubro.

A animação japonesa sempre foi uma potencia mundial, sendo popular por animes ou pela produções ao cinema do Studio Ghibli. Porém, existem produções menos populares e altamente impactantes nas terras nipônicas e ‘A Menina na Janela’ é um exemplo.

O longa de quase duas horas conta sua história com paciência e não apressa a narrativa. Baseado no livro autobiográfico de Tetsuko Kuroyanagi, a produção mostra a infância de Totto-Chan. Uma menina hiperativa, de 7 anos, que é expulsa de escolas tradicionais e necessita frequentar uma escola “diferente”. A história ganha mais dramaticidade com seu contexto histórico, já que a ambientação é no período de entrada do Japão na II Guerra Mundial.

Um dos principais focos do longa é o olhar “inocente” que Totto-Chan tem da vida e das situações ao seu redor. Existe uma forte demonstração de empatia, solidariedade e da importância da escola na formação das crianças. Já na parte final, quando Totto conversa com o diretor e diz “quando crescer serei professora da escola”, o simbolismo é muito forte pela representatividade da instituição na vida da jovem. Uma vez que era tratada como “diferente” pela escola tradicional e pode se desenvolver em uma escola mais “livre”.

Apesar de sua narrativa lenta, ‘Totto-Chan – A Menina na Janela’ trás boas reflexões e romantiza de forma aceitável o ambiente escolar. O final emociona sem forçar emoções, é construído de forma orgânica pela forma com que vemos o mundo de Totto. O cenário da Guerra é fundamental para a metade final da história, impactando diretamente na vida e emoções desse menina, que mesmo com tudo que vemos, termina a história nos deixando um sorriso no rosto.

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