Pimenta Nerd

A sua dose certa de Nerdice

Ser Cover é um papel ingrato: cobrir o principal, muitas vezes sofrendo certa repulsa do público, afinal, é uma tarefa de última hora substituir alguém.

Mas por que somos tão injustos com quem, muitas vezes, foi pego de surpresa?

Recentemente, reassisti Wicked 2025 como público geral, sem o olhar crítico da estreia VIP. Nas duas sessões, cada uma contou com uma Cover: a primeira, Gabriella Gatti como Elphaba e Bel Barros como Glinda; no último domingo, Bel assumiu Glinda e foi uma grata surpresa.

Gabriella me fez sentir como se estivesse assistindo Wicked pela primeira vez. Em um momento especial, sem minha eterna companheira de teatro e cinema, acompanhada por um grande amigo, ela trouxe de volta o olhar da Marina de 23 anos aos 14, entregando um Defying Gravity incrível e emocionante, com uma nota que me fez soltar um “uou”.

Bel, no último domingo, me fez rir até a barriga doer. Um momento de Popular nos pegou desprevenidos e arrancou gargalhadas sinceras de mim e de um amigo que assistia Wicked pela primeira vez.

Covers também emocionam profundamente, como Suzanna Santana na Effie, que me fez chorar, arrepiar e querer subir ao palco para protegê-la de todo mal que pudesse acontecer.

O que todas essas experiências têm em comum? Ser Cover não é ser um quebra-galho. É ter identidade própria, manter o espetáculo no nível que ele merece e conservar a emoção intacta.

Afinal, o espetáculo precisa continuar, e muitas vezes o Cover pode ser tão brilhante quanto o original, proporcionando horas de teatro em sua essência mais pura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *