“Extermínio” renovou o subgênero de zumbis, transformando as criaturas que sempre foram retratadas como lentas, em Mortos ágeis. Se antes essas obras eram vistas como possíveis de sobreviver, esse filme tirou todas as esperanças. O alto perigo que esses zumbis apresentam na história em si e o realismo no qual são apresentados os tornam assustadores. Até as cenas que zombam, como eles exaustos correndo atrás do carro na ponte, não tira o peso desses zumbis. Danny Boyle, repete alguns sustos, mas é impressionante o clima tenso e a percepção de que os zumbis estão por toda parte, mesmo nos lugares seguros. Nunca tive tanto receio de uma gota de sangue como agora.
A narrativa é quase toda dividida em pequenos capítulos, com missões que conduzem de um ponto a outro. Estilo padrão do gênero. É mais focado em desdobrar os personagens em ação do que em complicá-los, uma boa escolha, considerando que a escrita de Alex Garland nesse aspecto parece limitada. Na minha visão, o filme se expande através da direção, que usa elementos experimentais que incitam a claustrofobia e a confusão no contexto da pandemia. As imagens de Londres vazia é um dos momentos mais marcantes, logo de início evidencia a gravidade. O fim dos tempos é uma medo atemporal. Não importa como imaginamos, e a experiência de assistir “Extermínio” nos cinemas é para se lembrar.
NOTA: 7/10
“Extermínio: A Evolução”, o novo filme da saga, estreia nos cinemas no dia 19 de junho de 2025.
