Oswaldo Santana faz sua estreia na direção com uma tarefa desafiadora: “organizar” a vida de uma das mais importantes artistas brasileiras. A escolha inicial já evidência o domínio e o respeito pela personagem no projeto, ele sabe que ninguém melhor para contar a história de Rita Lee do que ela mesma.
SINOPSE
É no processo de “arqueologia pessoal”, que se apresenta através das brechas da vida, que a cantora Rita Lee mostra o que todos veem, de uma maneira que ninguém jamais viu: Rita poeta, compositora, instrumentista, escritora, eremita e musa. A vida pessoal de Rita e seu processo criativo são desvendados, revelando, assim, seu talento musical e sua capacidade de metamorfose no palco.
Em vez de uma narrativa que tenta apresentar ao público a vida da artista de maneira linear, ele produz um filme a partir de materiais de arquivo, contendo a última entrevista de Rita Lee. A composição é um fluxo de pensamentos, onde mergulhamos em lembranças e escutamos as reflexões de vida dela. É íntimo e para os fãs um presente. Sem sentimentalismo desnecessário, ou tentativas de explicar o que é impossível explicar. Cantei, chorei e me diverti com “Ritas“.
O filme estreia dia 22 de maio nos cinemas.
Nota: 8/10
