O terror atual traz temas pesados com simbolismos e metáforas sobre a sociedade contemporânea, mas faz falta as experiências de terror cinematográficas que não se leva a sério e quem realiza isso bem feito e novo Premonição 6: Laços de Sangue faz muito bem essa tarefa de mostrar qual vale a ida ao cinema para sequências de boas mortes.
Na trama, na década de 1960, uma avó prevê o desabamento de um prédio e salva da morte um grupo de pessoas. Décadas depois, sua neta também começa a ter visões da morte de seus familiares.
A nova aventura da morte nos cinemas sabe bem trabalhar essa nova dinâmica da protagonista Stefani (Kaitlyn Santa Juana) em ter sonhos sobre algo que aconteceu com sua avó no passado, Laços de Sangue como no título apresenta a morte está indo atrás dos que não deveriam ter nascido.
Toda sequência inicial do longa do acidente no prédio Sky View, um lugar com estilo retrô futurista, é o prato cheio para sequência de tirar o fôlego. Tudo é exagerado de maneira certa com mortes bem gráficas. Toda essa cena prepara o qual pode ser implacável a morte no longa. No início brinca com o medo de altura, a dupla de diretores Zach Lipovsky e Adam B. Stein (Kim Possible) mostra isso muito bem como aquela estrutura é linda, porém mortal. Aqui temos de tudo: quedas, desmembramentos, objetos esmagando pessoas, tudo isso muito bem arquitetado.

Premonição 6: Laços de Sangue / Foto: New Line Cinema
Vindo o para o presente, todo o núcleo familiar da protagonista vítima da morte no filme tem atuações sólidas. Todos eles são apresentados para termos um pouco de empatia, algo aqui bem resolvido pelo roteiro assinado por Guy Busick (Casamento Sangrento) e Lori Evans Taylor (Nascido do Mal). Tenta dar personalidades a esses personagens que vão ter destino muito cruel. Todo pano de fundo sobre abandono, um tema trabalhado no filme, é razoavelmente bem conduzido. A escrita não tem medo de deixar toda essa dinâmica de morte em família um tanto perversa.
As mortes que são bem divertidas, exageradas, muitas vezes sem um sentido fixo, mostram que ela estava trabalhando para acabar com um deles. Um destaque para uma que o marketing não mostrou é a morte da ressonância magnética, que é extremamente gráfica. Os diretores fazem um check-in na lista de traumas, que é acompanhada pela morte do personagem mais detestável do filme, interpretado por Richard Harmon. A parte da sequência do churrasco demonstra com mais detalhes a maneira com que ela age em seus ataques fatais.
Mas algo bem mal utilizado em todo o longa é o uso excessivo de CGI nas mortes. No início, é bem nítido na recriação dos anos 60. O visual digital às vezes chama mais a atenção que os diálogos dos personagens. Todas as cenas de morte têm esse complemento que dá um ar de artificialidade. A não utilização de maquiagem e efeitos visuais práticos faz falta.
A passagem de Tony Todd (1954 – 2024) rosto recorrente nos capítulos anteriores tem uma cena emocionante dando bela despedida ao seu personagem.
Premonição 6: Laços de Sangue traz um frescor aos lançamentos recentes de terror deste ano. Não é o melhor da franquia iniciada nos anos 2000, mas faz muito bem o básico e é divertido. É um longa pipoca, demonstrando que, mesmo após bom tempo, a franquia permanece viva.
Longa estreia nos cinemas nesta quinta-feira (15).
