“O Melhor Amigo” Abraça o inédito em suas propostas. Um filme Queer, com uma estética pop dos anos 90, produzido no Ceará e musical. Corajoso. Lamentavelmente, a narrativa não se afasta do convencional, os rumos são previsíveis. Um atributo da direção de Allan Deberton, é a habilidade de selecionar atores competentes que interpretem os personagens de maneira natural, representando respeitosamente a comunidade LGBTQIAPN+. Ver esse universo em tela, repleto de elementos que somente quem vive compreende, toca no meu coração. Seja através de aplicativos de paquera, bordões, ou assuntos mais delicados como a insegurança corporal e a incessante sensação de competição com o padrão. Tem de tudo um pouco, o objetivo não é discutir, mas destacar um lado “ensolarado” desta realidade. Faz com verdade, fica engraçado e leve.
Embora o drama do protagonista seja autêntico, ele acaba se resumindo a um triângulo amoroso que tem pouca eficiência. Levando a história sem ápice. Algumas músicas se encaixam perfeitamente e são bem aproveitadas, enquanto outras apontam para o mesmo lugar. Elas carecem de um brilho, especialmente quando o número musical pede. “O Melhor Amigo” proporciona diversão, representatividade e conforto.
NOTA: 6/10
O filme O Melhor Amigo estreia nos cinemas brasileiros no dia 13 de março de 2025. O filme é uma produção da Vitrine Filmes.
