Crítica: Maria Callas

A segunda vez que assisto ao terceiro filme da “saga das musas” dirigido por Pablo Larraín. Nesta revisão, pude admirar e se envolver a partir do momento que levei como um espetáculo de ópera, além de ter pesquisado mais sobre Maria Callas. Fez diferença. Estrelado por Angelina Jolie, o longa retrata a maior cantora de ópera do mundo, enquanto ela se retira para Paris depois de uma vida glamorosa e tumultuada aos olhos do público. O longa reimagina a lendária artista nos seus últimos dias, enquanto se confronta com a sua identidade e vida.

A cinebiografia foge da fórmula comum hollywoodiana que anda ultrapassada. Não segue uma linha linear e não demonstra interesse em ser um drama de ascensão. O longa é melancólico e dividido em atos como uma ópera. Assim, se permite ser exagerado no sofrimento e no fascínio pelo glamour, onde a arte e a foto criam uma estética bonita, mas não ressoam por conta da direção de Pablo Larraín, que se limita a contemplar e não a se expressar através das imagens. No primeiro e último ato, sinto mais dedicação e desejo de comunicar.

Angelina Jolie me agrada no papel, exceto quando finge cantar. Seu narcisismo combina com o ego criado pela ideia de Maria Callas. Ela mostra o sofrimento pelo olhar enquanto o rosto luta contra isso. Às vezes, o olhar parece vazio, mas ainda transmite algo. Infelizmente, acaba frustrando porque ela entra em um estado monótono. O drama da perda da voz e a conexão com Aristóteles Onassis são os pontos fortes que o filme desperta.

NOTA: 7/10

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