Crítica: Nosferatu

O remake de Nosferatu apresenta poucas novidades, mas tem a forte assinatura de Robert Eggers, ou seja, é lindo visualmente e… Robert tem uma câmera muito viva, com planos controlados que transmitem a sensação de delicadeza ao mesmo tempo que perturbam. A decupagem é feita com economia de planos, criando situações apavorantes para o público. Lembrando bastante “A Bruxa” nesse aspecto. O filme não deixa de lado dois elementos fundamentais do clássico, expressionismo e a teatralidade. Há cenas de “exorcismo” em que essa combinação se mostrou o ideal. Não se importa em ser fantasia, e faz um espetáculo com a luz e sombra.

Nesta versão, o vampiro Nosferatu se transforma em consequências dos traumas da personagem, o que me deixou com certa preguiça. O diretor não tenta explicar, mas estabelecer uma relação mais profunda com motivos que não acredito serem necessários. Este tempo gasto deveria ser voltado ao romance do casal principal que pouco compramos que se amem.

O conde Orlok some em algumas partes, agindo até demais pela sombra, o que tirou um pouco do brilho característico do clássico que enfatizava o visual marcante. Compreendo a decisão artística, mas demora demais para ver a criatura completa. Disparado a melhor cena do filme, sem dúvida, é a apresentação da criatura. O diretor deixa ela misteriosa e brutal, se camuflando na escuridão. O perigo que ele irradia tem um impacto profundo sobre todos os personagens, que se resolvem em um clímax vibrante, afunilando o final.

NOTA: 7/10

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