Tudo se resolveria em uma conversa
Chegamos à quinta temporada de Supergirl, que lida com as consequências da temporada anterior, especialmente no relacionamento entre Kara e Lena. Mas será que essa trama foi bem explorada? Vamos descobrir.
A temporada inteira parece uma típica série adolescente da CW, mas com a diferença de que são duas mulheres adultas brigando por algo que poderia ser facilmente resolvido com uma simples conversa. A briga entre Kara e Lena, que deveria ser um dos pontos altos da trama, acaba sendo forçada e absurda.
Se você acha que o relacionamento Karamel era tóxico, e ao mesmo tempo defende Supercorp, talvez seja o momento de rever seus conceitos. Tudo o que Lena Luthor faz nesta temporada beira o ridículo, com suas ações tão exageradas que parece que a CW tentou transformá-la em uma versão feminina de Lex Luthor. Pelo menos, Katie McGrath se esforça para fazer o melhor possível com o material que tem.
É impressionante como todos os personagens parecem ficar mais “burros” a cada episódio, especialmente após a Crise nas Infinitas Terras. Brainy interpretado por Jesse Rath, ao assumir o comando do D.E.O., é um dos exemplos mais frustrantes dessa perda de coerência e desenvolvimento.
O mesmo vale para Alex Danvers interpretada por Chyler Leigh que parece tudo menos Alex Danvers, parece que nessa temporada está todo mundo descaracterizado, a Kara da Melissa Benoist, o J’onn sempre sabio interpretado por David Harewood e a Sonhadora por Nicole Maines, parece que todo mundo desceu o Q.I
Pelo menos um personagem que enfim tem algo para fazer e tem um episódio emocionante é Jimmy Olsen(Mehcad Brooks) que tanto reclamei, mas pelo menos aqui é legal ver a despedida dele com a super familia, inclusive sua dinâmica com sua irmã Kelly Olsen(Azie Tesfai) que também desenvolve seu relacionamento com Alex.
O Lex Luthor de Jon Cryer continua sendo um personagem caracto, diferente da temporada anterior em que ele tinha uma presença constante e ameaçadora aqui ele parece apenas uma palhaço, junto a Eve Techsmacher interpretada por Andrea Brooks.
No fim, essa quinta temporada representa um dos piores momentos do Arrowverse, com um roteiro que parece uma fanfic mal escrita ou, pior ainda, gerado por uma IA sem alma. Com diálogos clichês e conflitos mal construídos, a temporada faz qualquer fã questionar o rumo da série e até mesmo a vontade de continuar assistindo.
Nota: 3/10
