Pimenta Nerd

A sua dose certa de Nerdice

A trilogia lançada em 2016 retrata um mundo distópico onde a Inteligência Artificial divide o controle do mundo com os chamados Ceifadores.

Enredo

Muito depois da nossa era, a humanidade conseguiu vencer a morte em quase todos os quesitos.

Ninguém mais morre de velhice ou doença. Enquanto isso, a Nimbo-Cúmulo se torna a nova governante da sociedade.

Inicialmente criada por estudiosos, a inteligência artificial cresce até superar seus próprios criadores.

A Nimbo-Cúmulo derrubou governos autoritários, corrigiu falhas da sociedade, resolveu problemas como a fome e revolucionou o conceito de vida.

A única coisa fora de seu controle é a morte.

Com a superpopulação, a humanidade corre risco de extinção.

Por isso, surge a Ceifa: um grupo de escolhidos para assumir o fardo que ninguém mais poderia carregar, controlando a natalidade do novo mundo.

Em outras palavras, sendo os mensageiros da morte.

O que isso tem a ver com a era atual

Na década de 1990, acreditava-se que nos anos 2000 teríamos carros voadores. Isso não aconteceu, mas a inteligência artificial já molda nosso cotidiano de formas surpreendentes.

Publicações virais e vídeos polêmicos nas redes sociais nos fazem questionar: é IA?

Automatizamos tarefas diárias com softwares que dizem o que escrever, como agir e onde postar.

A sociedade passa por uma transformação: grande parte assume papel passivo, enquanto as IAs se tornam agentes ativos.

No universo de O Ceifador, a lógica é a mesma, só que em escala maior.

Toda a vida dos personagens é controlada, analisada e vigiada pela nimbo-cúmulo, que está disponível 24 horas por dia.

Os únicos que não contam com esse controle são os Ceifadores, que não mantêm contato com aquela que cuida da vida.

Juízo de valor dentro da narrativa

O tema central é liberdade. Não existem mais doenças, as pessoas podem se regenerar e ninguém trabalha se não quiser.

A grande maioria não enxerga problema nisso. Ainda assim, existem aqueles que consideram esse sistema uma prisão.

São os Infratores, que abdicam dos privilégios da Nimbo-Cúmulo e escolhem viver à margem da sociedade.

Mesmo essa escolha permanece organizada r controlada pela IA.

Onde fica a autonomia?

Em um mundo onde a vida regida puramente pela humanidade ficou para trás há séculos, esse sistema é tudo o que a população conhece.

Embora seja distopia, a história se aproxima do nosso mundo. Deixamos as IAs pensarem e agirem por nós.

Até mesmo exigimos que máquinas desempenhem suas funções de formas cada vez mais humanizadas.

As mais avançadas controlam casas, organizam rotinas e até dirigem carros.

O Ceifador nos provoca a refletir sobre o presente: se deixamos tudo ser controlado, o que sobra de humano em nós?

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